       
AUTO ESTIMA (Jane Rodrigues)
Qual a importância da Auto - Estima ?
A auto estima é a base de sustentação do ser humano. É muito importante
porque dependendo do nível de nossa auto-estima sentimo-nos bem ou mal
sucedidos, potentes ou impotentes, dependentes ou não do amor do outro
O que é auto-estima?
Auto-estima, na verdade, é o sentimento e a opinião que cada um tem
por si mesmo.
É ter consciência de seu valor pessoal, acreditar,
respeitar e confiar em si.
Coisas que nem sempre são tão fáceis assim.
A auto-estima, juntamente com o amor-próprio, é a base para o ser
humano estar no mundo.
É a base de superação das dificuldades e
sofrimentos.
E mais, é a “cura” para todas as doenças de
fundo emocional e
para relações destrutivas.
Como adquirimos auto-estima ?
A auto-estima começa a se desenvolver no colo (recém nascido), a partir
de como as outras
pessoas nos tratam. Ou seja, as relações de afeto do
passado exercem influência
significativa na auto-estima das crianças,
adolescentes e adultos.
Ao longo da vida, temos nossa auto-estima abalada quando passamos por
muitas decepções e "desilusionamentos" ( perda da ilusão), frustrações,
situações de perda, ou quando não nos sentimos reconhecidos pelo quem
somos e pelo que fazemos.
O que abala mais é a falta de reconhecimento por nós mesmos o que,
somado ao não reconhecimento externo, redunda em uma verdadeira "carga
pesada" para lidarmos nas andanças pela vida.
Quais são as características de alguém com baixa auto-estima ?
A pessoa se sente
sem direito de existir, sem direito de ser quem é,
inadequado, inseguro,
com dúvidas, incerto do que realmente é, incerto
do que realmente quer e incerto de que
suportes pode ter para seguir em
frente e realizar sua vida e suas relações.
-
Com um sentimento vago de não ser capaz, não se acredita capaz de ser
amado, de fazer
aquilo que quer, de se cuidar, desenvolvendo assim um
sentimento de insegurança muito profundo, desistindo facilmente de tudo
que começa ou "detonando" suas possibilidades de ser bem sucedido (auto-boicote).
O que acontece com as pessoas de baixa auto-estima
?
Quando não nos amamos o suficiente, corremos o risco de nos sujeitarmos
a qualquer
tipo
de relação só para ter alguém ao nosso lado ("alguém pra chamar de meu..."),
tornando-nos dependentes de relações destrutivas (porque cede em tudo
para não ser abandonado)
e nos sentindo fracos para sairmos delas. É um
processo do qual não nos damos conta...
Quando se percebe esta dinâmica,
é quando geralmente, as pessoas buscam terapia – para obter a ajuda
necessária para “sair da ratoeira”
A pessoa não se dá conta de por que está agindo assim ?
Não. Ela sente um
sofrimento que surge em forma de angústia, culpas, dor no peito,
ansiedades, medos, pesadelos, vazio, agressividade, depressão,
auto-punição,
doenças etc.
E como a pessoa não se dá conta, culpa os outros pelos próprios
sofrimentos e erros.
E as críticas são vividas internamente como
ataques pessoais e ela se torna dependente
das
relações "afetivas".
Quais as dinâmicas internas das pessoas com baixa auto-estima ?
O maior "bandeira" de uma pessoa com baixa auto-estima é composta de
- sua persistente e intensa necessidade de agradar
(para se sentir amado ou apreciado)
- não conseguir dizer "não" para não se sentir
culpada,
-
buscar aprovação e reconhecimento por tudo o que é e faz
- estar sempre querendo se sentir importante para as
pessoas, pois na verdade, não se sente importante para si mesma.
- efetuar cirurgias plásticas desnecessárias, só
para se sentir
fazendo parte de um contexto social ou erótico
- o uso de drogas que anestesiem e ajudem a sair da realidade
- a cleptomania e muitas outras situações
obsessivas que visam auto-compensação por uma profunda falta de afeto, uma carência de
afeto, aceitação ou para preencher um vazio interno e muitos "etcs"...
A baixa auto-estima interfere na sexualidade ?
Muito. Veja bem, uma pessoa com baixa auto-estima é uma pessoa que teme
o abandono e SE abandona...
As
pessoas lhe tratam como você se trata...
A baixa auto-estima influencia toda a nossa vida porque o que somos e
fazemos é
resultado de quem acreditamos ser e, óbvio, isso se reflete inclusive em
nossa sexualidade:
se não nos sentimos potentes na vida, não nos sentimos potentes na cama,
e não ao contrário...
É difícil resgatar a auto-estima ?
Eu prefiro dizer
que é mais urgente que resgatemos nosso amor por nós mesmos
do que dizer se é difícil ou não.
Investir em si mesmo é amar-se e,
então, podermos amar o outro, de verdade.
Amar-se significa confiarmos
em nós mesmos, considerarmos nossas intuições,
qualidades e nossa
sabedoria interna, apoiarmo-nos nas nossas experiências de vida
como
sendo um aprendizado e não como “problema”,
respeitarmos nossos limites
e os limites do outro, reconhecermos nosso valor
e o valor do outro,
produzirmos, sentirmo-nos competentes e livres
da “eterna”
dependência da apreciação e aprovação externas.
Se não apreciamos nossa própria companhia, fica difícil nós nos
relacionarmos.
Além da sua prática clínica, onde mais você ajuda no resgate da auto-estima ?
Eu me ocupo muito com o Encontro de Vivências Comunitárias (aspecto
Social das relações), chamado
ENCOMUN,
onde as pessoas se descobrem e se modificam nas relações consigo e com os outros.
É um processo pessoal de auto conhecimento e, através das
vivências e
das convivências, que exige um intenso trabalho de
conscientização
|